Goiânia, 7 de outubro de 2008

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Competência
Desde o início, acompanhei as propostas e as atitudes dos candidatos a prefeito de Goiânia e Aparecida de Goiânia. Na capital, ficou claro o despreparo de alguns, que aproveitaram mal o tempo disponível e partiram para agressão verbal, acusações já passadas e dissolvidas no tempo.

Algumas propagandas foram até engraçadas, mas política é coisa séria para tentar ganhar o eleitor com figurinhas já carimbadas. Em Aparecida de Goiânia não foi diferente. O candidato derrotado usou e abusou das inúmeras tentativas ineficientes para tentar convencer a população a mudar de idéia. Vimos além do despreparo, o desespero e o desrespeito. Até pediram ajuda para o capeta.

Resultado: Iris e Maguito massacraram e estão eleitos. Os dois mostraram competência, equilíbrio e entenderam o que nós, eleitores, queremos. O resultado das urnas não foi surpresa para ninguém e mostrou que política se faz com propostas reais e com mais respeito aos adversários. Aos derrotados, espero que tenham aprendido a lição.

ANDRÉ GUSTAVO FLEURY DE MELO
Centro – Goiânia

¤ Li, com perplexidade, reportagem na página 16 deste jornal, em que o candidato Sandes Júnior candidamente afirma que sua campanha não degenerou para a “baixaria”. Por sorte, sua derrota no primeiro turno abortou essa que foi uma campanha das mais grosseiras e insolentes que tive o desprazer de acompanhar em nossa capital. Digo isso porque já tive oportunidade de estar pessoalmente com o deputado, momentos em que pude constatar ser ele pessoa educada e bem articulada. Conseqüentemente, causou-me grande surpresa sua postura nessa campanha.

Só para ficar em um exemplo, o personagem Zé Atento fazia galhofas até com características físicas e pessoais do prefeito, fazendo alusões à sua pronúncia e sua salivação excessiva, como se essas particularidades tivessem algo a ver com a competência administrativa que se espera de qualquer homem público, característica que realmente interessa à população.
Se sinceras as afirmações do candidato Sandes Jr., melhor será que ele reveja, com atenção, sua própria campanha, para que reflita melhor. Tenho certeza que ficará envergonhado por ter decido a tão profundo desnível, diligência que lhe será utilíssima para que não cometa tantas indelicadezas novamente.

MÁRIO CAVALCANTE NOGUEIRA JUNIOR
Centro - Goiânia


Crime eleitoral
No país que se vangloria de conhecer o resultado das eleições poucas horas depois de encerradas as votações, ainda convivemos com absurdos que afrontam nossa dignidade política e de cidadãos.

Numa pequena escola, na Vila Aurora, onde voto desde os 16 anos, presenciei um candidato a vereador adesivado dos pés à cabeça, junto com um cabo eleitoral também adesivado, passando de fila em fila e cumprimentando os eleitores. Mostrei para o PM que estava ao portão e reclamei da conduta do candidato, mas o policial disse que daquele jeito, podia. Fui ao presidente de uma das sessões, fiz a mesma denúncia e este apenas sorriu. Falei com um dos secretários da sessão, perguntei se podia, ele disse que não. Questionei se ele não faria nada e ele apenas desviou os olhos.

Estarrecida, liguei para o TRE e me deram o telefone do gabinete do procurador eleitoral que não estava para atender. Liguei em outros números que me foram passados, mas nada também. Por fim, consegui atendimento no disque-denúncia. A atendente ouviu, sem surpresa. Nenhuma resposta, nenhuma ação.

Não sou filiada a nenhum partido político, embora tenha minhas convicções partidárias. Mas, acima de tudo, sou cidadã e não posso aceitar o descaso para com um crime eleitoral.

LUZINÉIA VIEIRA DOS SANTOS
Jardim América - Goiânia


Prudência de Meirelles
Nestes tempos de crises intensas no mercado financeiro mundial, quando temos um governo federal que muda de opinião a cada avanço do câmbio ou queda da Bovespa, podemos ver que o Banco Central, tendo à frente o goiano Henrique Meirelles, será um dos poucos do mundo que se não atingirem sua meta de inflação chegará muito perto.

Na última edição do boletim semanal Focus, em que são consultadas as expectativas do mercado sobre os agregados macroeconômicos, a projeção para o IPCA de 2008 é de 6,14%, portanto dentro do teto máximo que é de 6.50%. Que falta nos faz um Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda, quando enxergamos a explosão dos gastos e da dívida pública. Que falta nos faz um Henrique Meirelles no Ministério das Minas e Energia, quando o País, próximo de se tornar uma potência petrolífera, ao invés de se planejar com antecedência, se capitalizar, manter e buscar parceiros da iniciativa privada, prefere postergar tudo, perder preciosos anos (inclusive quando a liquidez mundial era recorde) em debate de viés pseudo-esquerdista, com chavões bolivarianos, e vemos a Petrobras, mesmo com a expectativa deste ano já registrar mais que o dobro de suas reservas, cair quase 50% de seu valor de mercado.

Enfim, o governo federal, O PT, o Brasil e Lula devem muito à capacidade, prudência e ousadia do goiano Henrique Meirelles.

SANDRO BELO
Jardim Goiás - Goiânia


Catalão
Mais uma vez, Catalão demonstrou confiança nas pesquisas do Instituto Serpes. Desde a primeira consulta feita na cidade, foi demonstrado que o candidato do PMDB tinha 52% dos votos e as urnas confirmaram isso. Parabéns, Serpes, pela seriedade e pelo respeito à população, ao contrário de outros institutos de pesquisas que aparecem em nossa cidade com porcentagens duvidosas.

LUCIANO INÁCIO
Catalão - GO


Leitura da `Bíblia`
Sou católico e muito me estranha a posição insensível, fria e de rejeição do leitor Filadelfo Borges, sobre o um ato de aproximação efetuado pelo chefe da Igreja Católica. Fosse este ato de qualquer um dos caciques de uma das igrejas ditas cristãs que exploram a boa-fé do brasileiro, o leitor estaria dando parabéns e elogiando. Talvez devesse também ler a Bíblia e buscar nela passagens de amor, caridade, respeito ao próximo, aí sim “a Terra seria coberta pela relva macia da paz, haveria pão em todas as mesas e, no lugar de cárceres, escolas; no lugar de algemas, livros.”

JOSÉ ANTôNIO RIBEIRO TANNÚS
Setor Aeroporto - Goiânia


O som das igrejas
Leitores reclamam, com freqüência, do som alto das igrejas. De fato, é difícil hoje assistir a uma missa que não tenha microfone e a um casamento que não se assemelhe a lançamento de nave espacial. Quando o som é restrito ao templo, tudo bem. Agora, quando chega a incomodar a vizinhança, a igreja vai contra o ensinamento cristão: ao invés de semear a paz e a concórdia, incita o ódio, o rancor, a ira, gerando ofensas e insultos.

EULER DE AMORIM JUNIOR
Setor Sul - Goiânia