Competência
Desde o início, acompanhei as propostas e as atitudes dos candidatos a prefeito de
Goiânia e Aparecida de Goiânia. Na capital, ficou claro o despreparo de alguns, que
aproveitaram mal o tempo disponível e partiram para agressão verbal, acusações já
passadas e dissolvidas no tempo.Algumas
propagandas foram até engraçadas, mas política é coisa séria para tentar ganhar o
eleitor com figurinhas já carimbadas. Em Aparecida de Goiânia não foi diferente. O
candidato derrotado usou e abusou das inúmeras tentativas ineficientes para tentar
convencer a população a mudar de idéia. Vimos além do despreparo, o desespero e o
desrespeito. Até pediram ajuda para o capeta.
Resultado: Iris e Maguito massacraram e estão eleitos. Os
dois mostraram competência, equilíbrio e entenderam o que nós, eleitores, queremos. O
resultado das urnas não foi surpresa para ninguém e mostrou que política se faz com
propostas reais e com mais respeito aos adversários. Aos derrotados, espero que tenham
aprendido a lição.
ANDRÉ GUSTAVO FLEURY DE MELO
Centro Goiânia
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Li, com perplexidade, reportagem na página 16 deste jornal, em que o candidato Sandes
Júnior candidamente afirma que sua campanha não degenerou para a baixaria.
Por sorte, sua derrota no primeiro turno abortou essa que foi uma campanha das mais
grosseiras e insolentes que tive o desprazer de acompanhar em nossa capital. Digo isso
porque já tive oportunidade de estar pessoalmente com o deputado, momentos em que pude
constatar ser ele pessoa educada e bem articulada. Conseqüentemente, causou-me grande
surpresa sua postura nessa campanha.
Só para ficar em um exemplo, o personagem Zé Atento fazia
galhofas até com características físicas e pessoais do prefeito, fazendo alusões à
sua pronúncia e sua salivação excessiva, como se essas particularidades tivessem algo a
ver com a competência administrativa que se espera de qualquer homem público,
característica que realmente interessa à população.
Se sinceras as afirmações do candidato Sandes Jr., melhor será que ele reveja, com
atenção, sua própria campanha, para que reflita melhor. Tenho certeza que ficará
envergonhado por ter decido a tão profundo desnível, diligência que lhe será
utilíssima para que não cometa tantas indelicadezas novamente.
MÁRIO CAVALCANTE NOGUEIRA
JUNIOR
Centro - Goiânia
Crime eleitoral
No país que se vangloria de conhecer o resultado das eleições poucas horas depois de
encerradas as votações, ainda convivemos com absurdos que afrontam nossa dignidade
política e de cidadãos.
Numa pequena escola, na Vila Aurora, onde voto desde os 16
anos, presenciei um candidato a vereador adesivado dos pés à cabeça, junto com um cabo
eleitoral também adesivado, passando de fila em fila e cumprimentando os eleitores.
Mostrei para o PM que estava ao portão e reclamei da conduta do candidato, mas o policial
disse que daquele jeito, podia. Fui ao presidente de uma das sessões, fiz a mesma
denúncia e este apenas sorriu. Falei com um dos secretários da sessão, perguntei se
podia, ele disse que não. Questionei se ele não faria nada e ele apenas desviou os
olhos.
Estarrecida, liguei para o TRE e me deram o telefone do
gabinete do procurador eleitoral que não estava para atender. Liguei em outros números
que me foram passados, mas nada também. Por fim, consegui atendimento no
disque-denúncia. A atendente ouviu, sem surpresa. Nenhuma resposta, nenhuma ação.
Não sou filiada a nenhum partido político, embora tenha
minhas convicções partidárias. Mas, acima de tudo, sou cidadã e não posso aceitar o
descaso para com um crime eleitoral.
LUZINÉIA VIEIRA DOS SANTOS
Jardim América - Goiânia
Prudência de Meirelles
Nestes tempos de crises intensas no mercado financeiro mundial, quando temos um governo
federal que muda de opinião a cada avanço do câmbio ou queda da Bovespa, podemos ver
que o Banco Central, tendo à frente o goiano Henrique Meirelles, será um dos poucos do
mundo que se não atingirem sua meta de inflação chegará muito perto.
Na última edição do boletim semanal Focus, em que são
consultadas as expectativas do mercado sobre os agregados macroeconômicos, a projeção
para o IPCA de 2008 é de 6,14%, portanto dentro do teto máximo que é de 6.50%. Que
falta nos faz um Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda, quando enxergamos a
explosão dos gastos e da dívida pública. Que falta nos faz um Henrique Meirelles no
Ministério das Minas e Energia, quando o País, próximo de se tornar uma potência
petrolífera, ao invés de se planejar com antecedência, se capitalizar, manter e buscar
parceiros da iniciativa privada, prefere postergar tudo, perder preciosos anos (inclusive
quando a liquidez mundial era recorde) em debate de viés pseudo-esquerdista, com chavões
bolivarianos, e vemos a Petrobras, mesmo com a expectativa deste ano já registrar mais
que o dobro de suas reservas, cair quase 50% de seu valor de mercado.
Enfim, o governo federal, O PT, o Brasil e Lula devem muito
à capacidade, prudência e ousadia do goiano Henrique Meirelles.
SANDRO BELO
Jardim Goiás - Goiânia
Catalão
Mais uma vez, Catalão demonstrou confiança nas pesquisas do Instituto Serpes. Desde a
primeira consulta feita na cidade, foi demonstrado que o candidato do PMDB tinha 52% dos
votos e as urnas confirmaram isso. Parabéns, Serpes, pela seriedade e pelo respeito à
população, ao contrário de outros institutos de pesquisas que aparecem em nossa cidade
com porcentagens duvidosas.
LUCIANO INÁCIO
Catalão - GO
Leitura da `Bíblia`
Sou católico e muito me estranha a posição insensível, fria e de rejeição do leitor
Filadelfo Borges, sobre o um ato de aproximação efetuado pelo chefe da Igreja Católica.
Fosse este ato de qualquer um dos caciques de uma das igrejas ditas cristãs que exploram
a boa-fé do brasileiro, o leitor estaria dando parabéns e elogiando. Talvez devesse
também ler a Bíblia e buscar nela passagens de amor, caridade, respeito ao próximo, aí
sim a Terra seria coberta pela relva macia da paz, haveria pão em todas as mesas e,
no lugar de cárceres, escolas; no lugar de algemas, livros.
JOSÉ ANTôNIO RIBEIRO TANNÚS
Setor Aeroporto - Goiânia
O som das igrejas
Leitores reclamam, com freqüência, do som alto das igrejas. De fato, é difícil hoje
assistir a uma missa que não tenha microfone e a um casamento que não se assemelhe a
lançamento de nave espacial. Quando o som é restrito ao templo, tudo bem. Agora, quando
chega a incomodar a vizinhança, a igreja vai contra o ensinamento cristão: ao invés de
semear a paz e a concórdia, incita o ódio, o rancor, a ira, gerando ofensas e insultos.
EULER DE AMORIM JUNIOR
Setor Sul - Goiânia |